Silêncio
Olhas para mim
Mas não dizes o que vês
Fica um vazio imenso
Como se o mundo parasse,
O vento aquietasse,
O mar recuasse
E as lágrimas que são chuva
Ficassem suspensas
Do nada que não dizes…
Mas não dizes o que vês
Fica um vazio imenso
Como se o mundo parasse,
O vento aquietasse,
O mar recuasse
E as lágrimas que são chuva
Ficassem suspensas
Do nada que não dizes…
Ouves o que eu digo
Mas não dizes o que entendes
Fica a esperança adiada
Como a minha vida
Que ora vai, ora vem
E depois parte de novo
Sem nunca daqui arredar pé…
E eu sou sem ser
Cada corrente, cada maré
Cada nascer desse dia
Que nunca se põe
E faço sem querer
Sombra na luz que o tempo fez
Podia tirar-te da alma
Se pudesse arrancar-te da carne
Podia deixar de sofrer,
Se eu quisesse, neste instante
Quem dera alguém para explicar
Porque não deixo partir o que não pedi…
Se tu existes em mim, então porquê?
Porque é que eu não existo em ti?
Se pudesse arrancar-te da carne
Podia deixar de sofrer,
Se eu quisesse, neste instante
Quem dera alguém para explicar
Porque não deixo partir o que não pedi…
Se tu existes em mim, então porquê?
Porque é que eu não existo em ti?

1 comentário:
Olá! **
Tudo bem?=P
Adorei o poema e a sua simplicidade. Impressionante como em algumas palavras desse poema me consigo rever.
"E as lágrimas que são chuva
Ficassem suspensas
Do nada que não dizes…"
"Ouves o que eu digo
Mas não dizes o que entendes
Fica a esperança adiada"
"Podia tirar-te da alma
Se pudesse arrancar-te da carne"
"Se tu existes em mim, então porquê?
Porque é que eu não existo em ti?"
Adorei estes versos...=)
Continua, tens mto jeito=)
Beijinho
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