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sábado, agosto 04, 2007

Silêncio



Olhas para mim
Mas não dizes o que vês
Fica um vazio imenso
Como se o mundo parasse,
O vento aquietasse,
O mar recuasse
E as lágrimas que são chuva
Ficassem suspensas
Do nada que não dizes…


Ouves o que eu digo
Mas não dizes o que entendes
Fica a esperança adiada
Como a minha vida
Que ora vai, ora vem
E depois parte de novo
Sem nunca daqui arredar pé…
E eu sou sem ser
Cada corrente, cada maré
Cada nascer desse dia
Que nunca se põe
E faço sem querer
Sombra na luz que o tempo fez


Podia tirar-te da alma
Se pudesse arrancar-te da carne
Podia deixar de sofrer,
Se eu quisesse, neste instante
Quem dera alguém para explicar
Porque não deixo partir o que não pedi…
Se tu existes em mim, então porquê?
Porque é que eu não existo em ti?

Hoje decidi fazer algo de diferente. Devem estar já a pensar "foi desta que o gajo se passou". Sosseguem... Ainda não foi desta, mas confesso que já vi a coisa mais longe...

1 comentário:

Andreia disse...

Olá! **
Tudo bem?=P

Adorei o poema e a sua simplicidade. Impressionante como em algumas palavras desse poema me consigo rever.

"E as lágrimas que são chuva
Ficassem suspensas
Do nada que não dizes…"

"Ouves o que eu digo
Mas não dizes o que entendes
Fica a esperança adiada"

"Podia tirar-te da alma
Se pudesse arrancar-te da carne"

"Se tu existes em mim, então porquê?
Porque é que eu não existo em ti?"

Adorei estes versos...=)

Continua, tens mto jeito=)

Beijinho


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