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quarta-feira, novembro 08, 2006

Igualdade social, precisa-se!

Há dias, enquanto aguardava para ser atendido num balcão público (serviço rápido, acabei de chegar…) ouvi alguém lamentar-se que os ciganos é que mandavam nisto tudo. Eles tinham rendimento mínimo, habitação social, grandes carros e toda a gente lhes dava o ámen. Contava ele que presenciou uma situação em o homem da família deu um murro na mesa e, num ápice, a resposta que estava a ser repetida há cerca de meia hora:
“Não lhe podemos conceder esse empréstimo”, rapidamente se converteu em:
“Terá o dinheiro disponível na conta ainda hoje.” Outro exemplo, dizia ele, foi a amiga da prima da enteada da mulher do cunhado do carteiro, que viu a senhora da segurança social passar para o topo da pilha (enorme) de pedidos de rendimento mínimo um pedido que ele afiança ser de ciganos. A dita senhora protestou mas foi a única. E calou-se quando o senhor beneficiário se levantou direito a ela. Para rematar a “estória”, ao bom estilo “Hollywoodesco”, a senhora jura a pés juntos que à saída a família entrou toda dentro de um carro de alta cilindrada. Que estava estacionado em cima do passeio. De frente ao tribunal. Nas barbas de um polícia.

Todos nós já ouvimos “estórias” destas e sabemos o que têm de verdade e de ficção. Fazendo as devidas ressalvas, pois estou a contar algo que ouvi dizer, isto dá realmente que pensar. Eu sei que sou um pouco palerma e que existem no nosso país inúmeros especialistas com capacidade para resolver este problema das desigualdades e da descriminação. Porque se trata de um problema de descriminação para com o povo cigano que não está a ser tratado como os demais Portugueses. Nisto concordamos todos, não concordamos? Pois eu tenho a solução!

Declaração de rendimentos! Não, não lhe estou a pedir que vá mostrar-me a sua, estou apenas e só a apontar a solução para este problema de desigualdades. Quem quisesse comprar uma casa, apresentava a Declaração. Quem quisesse comprar um carro, apresentava a Declaração. Quem quisesse candidatar-se ao tal rendimento, apresentava a Declaração. Quem quisesse ir morar para uma casita social, apresentava a Declaração. Quem quisesse etc. (usem a imaginação), apresentava a Declaração. Mesmo que viesse com o dinheiro vivo, lavadinho e a cheirar a novo. Era o fim absoluto de todas as desigualdades. Porque o primeiro indício para a desigualdade é a desconfiança. E assim acabava-se com a desconfiança, meus amigos. Quando víssemos alguém com casa nova saberíamos que teve posses para a comprar. Quando alguém voasse numa bomba topo de gama do último modelo, saberíamos que teve condições para a adquirir. Acabavam as dúvidas. E garanto que o povo cigano iria ficar muito mais descansado, sabendo que já não era descriminado. Que já não tinha tratamento diferenciado na sociedade, que era um Português como qualquer outro. Mas isto sou eu a falar e não percebo nada disto. Porque se a apresentação da Declaração (como já se usa noutros países europeus, obviamente mais atrasados que nós) fosse realmente a panaceia para estes males, já os especialistas do nosso Portugal teriam implementado a medida. Não acham?

Já que falamos de máquinas, foge-me o coração (não a razão, devo confessar) para este vídeo. O renascer de uma velha lenda. Uma apresentação, no mínimo, electrizante! Uma entrada triunfal que espero que gostem.



Imagem tirada aleatóriamnte da net

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