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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

A vergonha nacional

Já deve ser notória a minha inspiração nas notícias que saem nos jornais, principalmente no Correio da Manhã. Passe a publicidade, é dos diários mais organizados e de mais fácil leitura que temos na nossa praça. E ontem li uma bomba. Uma não, duas. Porque há muito que sigo com muita atenção e carinho a crónica diária de um grande jornalista, de verve afiada, sem papas na língua e que diz o que tem a dizer sem temer importunar. Ferreira Fernandes tem aqui um eterno aprendiz e um admirador incondicional. Vamos lá então.

Parece-me que no dia 17, dois homens, pai e filho, foram agredidos por um bando de badamecos arruaceiros, agressões essas que começaram dentro de um autocarro da CARRIS em pleno andamento e terminaram á porta de um posto da GNR, por sinal o seu local de trabalho. Antes de continuar, uma palavrinha amiga à CARRIS, por empregar tal tipo de gente. Porque um motorista que se apercebe (não me venham dizer que não que eu não acredito!) de um grupo de gaiatos a esfaquear dois passageiros e continua a viagem como quem não quer a coisa, é, só pode ser, cego e surdo! E ainda assim, motorista da CARRIS. Um bem haja a tão nobre empresa, um orgulho para Lisboa e um exemplo para o país.

Mas o que me deixou por pontas foi o que aconteceu à porta da GNR. Os homens pediram ajuda para as agressões que os Militares estavam a presenciar e estes não puderam fazer nada porque, imagine-se, o sargento não deixou!!! Os putos estavam ali, à mão de semear, prontinhos para serem catados, mas tiveram tempo para apanhar outro autocarro e desaparecer porque os Guardas não foram autorizados pelo sargento. A sua justificação foi e passo a citar o jornal:
“O sargento terá alegado que o sucedido era na área de intervenção da PSP, para justificar a sua atitude.” Ora bem, eu tenho direito à minha opinião. E na minha opinião este gajo é um frustrado, um falhado social (daqueles que não sabendo fazer mais nada, foi para a Guarda) que usa uma desculpa de merda para esconder a cobardia ou o absoluto desprezo pelo juramento de fez. E se fosse o pai dele? E se fosse um oficial da GNR? Não nos podemos esquecer e cito o jornal uma vez mais:
“(…)a GNR é uma força de segurança, com âmbito de acção em todo o território nacional e que estava perante um flagrante de agressões com arma branca sobre duas pessoas indefesas”. Então isto agora é por quintais? Mata-se e esfola-se à vontade, desde que seja no quintal do vizinho? Tal como eu tenho o direito a expressar a minha opinião, também ele tem o direito de me levar a tribunal para que eu justifique o que disse. Bem, eu já fiz a minha parte...

Não posso também deixar de registar aqui o meu apreço para a ambulância do INEM que demorou apenas 20 minutos a chegar ao local. Isto, para uma viatura que saiu, creio eu, do Porto ou assim, é mais que suficiente para calar a boca daqueles que dizem que o INEM leva muito tempo a socorrer. Meus amigos, 20 minutos nem o TGV!...

E agora o que disse o meu Mestre, Ferreira Fernandes. Na sua crónica de ontem falava da nova alteração na regulação dos estacionamentos em Lisboa. Os funcionários da EMEL trabalhavam bem, porque multavam os carros que eram da sua jurisdição. A PSP não trabalhava porque não multava os carros que eram do seu quintal. Havia aqui de facto uma injustiça, até porque aqueles eram os de segunda fila. Vai daí, alguém teve uma ideia para resolver esta injustiça. Premiou o trabalho de quem realmente trabalha… com mais trabalho. Agora a EMEL passa a multar a torto e a direito que é como quem diz, pode multar os que já multava e também aqueles que a PSP deveria multar e se omitia de fazer. Adivinhem, o sindicato da polícia não gostou. Oh que chatice… Gostei da expressão, que define muito bem o carácter desta filosofia:
“Um caso típico dos que não coiso nem saem de cima”.

Em campanha para o aborto, o partido do governo (ou teria sido o próprio governo?...) fez campanha com uns cartazes enormes, onde se lia O ABORTO É UMA VERGONHA NACIONAL. Este é um caso arrumado mas ainda assim gostava de alertar para um pequeno erro, provavelmente de tipografia, presente em todos estes catrapásios. Onde se leu aquilo que lá estava, deveria ter-se lido O ABORTO É UMA DAS VERGONHAS NACIONAIS. Porque existem mais, muitas mais. Neste singelo texto, evidenciei apenas algumas. Eu sei que vocês sabem outras tantas. E cada um tem o governo que merece.

Magister dixit!

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