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terça-feira, janeiro 02, 2007

Tadinhos!...

Este governo tem cada uma. Então não é que se lembraram de acabar com o regime de excepção (?!?) dos jogadores de futebol, no que diz respeito ao IRS? Onde é que já se viu? Tadinhos dos moços… É uma injustiça, um ultraje. Pior que isto não há memória. E depois, ainda vêm com uma lata descomunal, falar de justiça social e igualdade social! Como pode haver justiça social se aumentam 40% nos descontos da rapaziada? Ora aí está um verdadeiro grande aumento. 40%! C’um catano! Os pobres diabos já ganham tão mal, agora com um aumento de 40% nos descontos, muitas famílias vão ficar na miséria.

A grande maioria dos portugueses que trabalham (um número com tendência a diminuir…) desconta, para IRS, sobre 100% dos rendimentos. Os jogadores de futebol descontam apenas sobre 60%. Ou descontavam porque o governo decidiu, numa medida sem precedentes, igualá-los aos restantes compatriotas contribuintes. A mim parece-me bem. É uma profissão de desgaste rápido, sem dúvida, mas se estivermos atentos podemos constatar que alguns atletas têm uma carreira contributiva considerável. Ou pelos menos, não tão curta como querem fazer crer. Se um jovem se iniciar nestas coisas da bola aos 15 anos (sabemos que alguns até começam mais cedo) e pendurar as chuteiras aos 35 (alguns fazem-no mais tarde), vai trabalhar durante 20 anos. Sensivelmente metade daquele que é o tempo médio de trabalho da restante população. Se considerarmos os vencimentos auferidos e os somarmos, constatamos que, regra geral, ganham nesses “curtos” anos de trabalho, o dobro ou o triplo do que ganha o comum dos mortais. Com a agravante que o comum mortal tem que vergar o aço até aos 65 anos (por enquanto…). E quando chega ao fim, é mesmo o fim, está arrumado, não dá mais uma para a caixa e recebe uma reforma de vergonha. O futebolista, com 35, 36 ou até 40 anos está ainda muito a tempo e em boas condições de continuar a trabalhar.

Como acham que serem igualados aos demais concidadãos é uma ofensa, ameaçam fazer greve. No estado em que este país está, são cada vez mais raras as pérolas de que o tuga se lembra. Esta de fazer greve aos impostos acaba por ser uma verdadeira pedrada no charco. Desta ainda ninguém se tinha lembrado. Fugir aos impostos é banal, burlar o fisco vai passar a fazer parte do curriculum escolar mais ano menos ano, agora greve aos impostos só mesmo de uma classe à parte da nossa sociedade. Já imaginaram se a moda pega e cada um de nós decide fazer uma arruaça de cada vez que não concordar com alguma coisa do género? Bem ia ser o bom e o bonito. Quem fica a lucrar com isso são os clubes, não desembolsam os salários dos grevistas. Santa paciência mas neste capítulo sou intransigente. Se eu pago, todos devem pagar!



Imagem retirada aleatoriamente da net.

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